domingo, 13 de dezembro de 2015

Amar ao próximo, você é mesmo capaz disto?

Por Kcristina Ramos



Amar ao próximo, você é mesmo capaz disto?


Não, não, eu não estou aqui para falar de [Mateus 22:39], um dos versículos mais conhecidos da [Bíblia]. Estou aqui com a simples intenção de tentar fazer com que você realmente se pergunte sobre isto, não apenas no sentido bíblico, mas no sentido humano.

Instalou se no mundo uma intolerância absurda a todos e tudo que for diferente, que fuja do convencional, a ponto de incutirmos isto nas crianças ainda bem pequenas.

Outro dia sentada numa praça consegui ver está triste cena acontecer bem diante de meus olhos, uma menina supostamente normal, (normal somos todos e não somente aos olhos de Deus, mas aos olhos de todos que entendem que ser humano é antes de tudo, ser capaz de ver e provar humanidade diante de todo e qualquer semelhante, ou ao menos deveria). 

Bem mais continuando, está menina de aproximadamente 6 anos, brincava com sua boneca um tanto cabisbaixa e solitária até aparecer um menino de acredito eu ter uns 5 anos. 
Detalhe fundamental aos maliciosos de alma e de coração: A menina era muito loirinha, de olhos admiravelmente verdes, ou seja, o padrão de beleza criado pela sociedade. Já o menino uma criança de pele morena clara, o famoso mestiço para usar bem as palavras dos preconceituosos. 

Ele se aproximou da menina com uma caixa colorida e retirou dela alguns bonecos de heróis de quadrinhos, não prestei muita atenção em quais, mais tenho certeza que vi ao menos um boneco do Super Man. A empatia foi imediata entre os dois, de tal forma que não trocaram palavras, mas imediatamente trocaram de bonecos, e o sorriso veio magnífico no rosto de ambos.

Passados alguns minutos, as duas crianças já conversavam e sorriam alegremente, até que aparece o "Monstro" da história, uma mulher belíssima, bem vestida; com um vestido de tecido bem leve e com colorido bem discreto, cabelos negros e pele clara, olhos castanhos amendoados e bem claros, quase esverdeados, maquiada com um batom rosa bem clarinho e sombras também rosa bem suave, com uma aparente tranquilidade e um tom de voz bastante agradável, e pergunta a frase patética dos humanos:
Por que vocês trocaram de brinquedos? Bonecas são para meninas e bonecos para meninos todos sabem disto.

O menino com a carinha de quem não aceita mais também não discutiria a questão, apenas deu com os ombros, a menina que praticamente tomou um choque já que a pergunta lhe parecia absurda, com um tom bem acima do normal de uma criança esbravejou:

Não tem nada haver o que você está dizendo, é a pergunta mais idiota que já me fizeram, gosto dos bonecos dos homens ainda mais do que das bonecas, e não acho que todo mundo sabe disto, não falo chinês, então não sei o que eles acham disto, não falo alemão e também não sei o que acham disto, o que sei é que você sim não sabe nada, brincar é coisa de crianças e todas as crianças podem brincar com o que querem, não interessa se com bonecos ou bonecas, somos felizes apenas brincando.

A mulher abismada, chocada e até ofendida lhe pergunta sem perceber a sombra de uma outra mulher bem atrás dela, que obviamente aguardava a vez de expor sua opinião. 


Mas você é tão bonita e tão mal-educada, não sabe que não se deve corrigir os mais velhos, menina!
A questão não é se você sabe chinês ou alemão, mas que não se deve tratar assim os mais velhos, e...

Ela iria continuar seu falatório se não fosse interrompida por uma mulher de meia-idade, de pele negra, cabelos esvoaçantes, brilhosos e muito bem penteados, também bem vestida, e com um ar de quem iria fuzilar aquela loira estranha. 

Com licença, quem é você para ficar corrigindo com este discurso absurdamente preconceituoso a minha filha, ao invés de ficar prestando atenção em algo tão lindo, que é duas crianças tão supostamente diferentes estarem brincando, porque até agora não se perguntou aonde está o responsável por este menino?

Isso sim é algo para se preocupar, foi quando se aproximou, com lágrimas nos olhos a mãe da criança. 
Uma mulher bem nova que parecia muito mais irmã do que mãe do menino, de roupas bem simples pele clara e cabelos escuros bem lisos, e foi em direção a mãe da menina lhe deu um abraço e imediatamente lhe disse:

Obrigada por ser um ser humano, obrigada por amar ao próximo como a ti mesmo. Beijou o rostinho da menina pegou nas mãos do menino e disse vamos querido, mamãe precisa fazer o seu jantar.

A mulher "Monstro", ficou paralisada e as crianças se despediram com abraços e sorrisos, todos foram embora felizes, mas a mulher "Monstro", ah! Essa foi embora cabisbaixa e supostamente ofendida... 


Infelizmente não são todas as mães que ensinam seus filhos desde pequenos a serem humanos, mas ainda e sempre ainda, existe a chance de mudar, passar a ver a vida e as pessoas como pessoas, fica a dica!



Abraços... até a próxima! 




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